Então o ponto de partida vinha do nome. Estela. Estela se estatela, estela tem cara de costela, assim as crianças gritavam belo bairro quando eu mal completava o sete anos de azar, e eu também uma criança que nada fazia. Acovardava-me pela sensação de ter mais de um, e eu nem tinha cara de costela, fiquei um dia olhando-me por horas imaginando costelas. Então, um dia depois de alguns anos perguntei para um daqueles meninos, e ele disse: Estela era só rima. Hoje eu ria. Como prosa e rosa. Quanta inocência, quanto dilema. Anos se passaram e eu virei: Estelinha para alguns.
Andava uma noite pela rua, e a chuva deixa as pessoas doidas, trânsito caótico e guarda-chuvas viram apoteóticos. Sabia que, então de intuito o que tornava revelador era o aspecto molhado da cidade, vi uma menina que mijava em frente aos correios naturalmente. Junkie ou não, fazia seu xixi. Bom, é claro que era noite e os correios não estavam em funcionamento. O ideal.